
Na política, é comum observarmos alianças firmadas em tempos de eleição. Candidatos que antes se apresentavam como companheiros de jornada, celebram juntos a vitória quando o poder é alcançado. Mas, na prática, essa unidade nem sempre resiste ao tempo.
Quando os recursos ou cargos não correspondem à expectativa de cada um, surge a rebeldia. O aliado de ontem transforma-se em crítico feroz, muitas vezes não por convicção ou compromisso com o povo, mas pelo simples fato de que sua vontade particular não foi atendida. O discurso da “fiscalização” aparece, não como dever legítimo, mas como instrumento de vingança ou de interesse próprio.
Assim, o que deveria ser um exercício nobre de representar e defender a sociedade, torna-se palco de disputas pessoais. E o mesmo político que ajudou a sustentar um governo passa a posar como guardião da moralidade, tentando reconquistar no palanque a credibilidade que perdeu no poder.
Em última análise, a insatisfação de certos políticos só acontece quando o vento deixa de soprar a seu favor.
Por J. Rodrigues
Concordo em Grau, Gênero e Números. Infelizmente se tornou bem visível.